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sexta-feira, 20 de março de 2026

GASTRONOMIA - Dia do Macaron, celebrado em 20 de março, lança luz sobre a história e a técnica de um ícone da pâtisserie

  

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Data criada na França homenageia o doce que atravessou séculos, ganhou status de símbolo parisiense e hoje inspira também a busca por formação especializada em confeitaria
 

Colorido, delicado e altamente fotogênico, o macaron é hoje um dos maiores símbolos da confeitaria francesa e ganha destaque no calendário gastronômico em 20 de março, data em que é celebrado internacionalmente. Consagrado como um ícone da pâtisserie, o macaron também vem ampliando sua presença no Brasil. O doce, nos últimos anos, tem aparecido com mais frequência em confeitarias, cafeterias, eventos e menus especiais, acompanhando um movimento de valorização da confeitaria autoral e do interesse crescente por técnicas clássicas francesas. A data comemorativa foi criada em 2005, na França, por iniciativa do confeiteiro Pierre Hermé, eleito em 2016 o melhor Chef Pâtissier do mundo pelo The World’s 50 Best Restaurants e hoje considerado um dos nomes mais influentes da pâtisserie contemporânea.
 

Desde então, o Dia do Macaron ganhou relevância não apenas por homenagear a receita, mas também por associar a data a ações beneficentes. Na França, a celebração passou a mobilizar pâtisseries e chefs em torno de iniciativas solidárias, com parte das vendas revertida para instituições de apoio a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade ganhando ainda mais projeção e impacto.
 

Embora tenha se consolidado como um emblema da confeitaria francesa, a origem do macaron remonta a diferentes tradições europeias. Segundo o livro Pastries, de Pierre Hermé (HERMÉ, Pierre. Pastries. Nova York: Stewart, Tabori & Chang, 2011), escritores gastronômicos do século XIX atribuem sua origem a Catarina de Médici, esposa do rei francês Henrique II, que supostamente teria trazido essa especialidade da Itália. Ainda segundo o livro, “é certo que o nome ‘macaron’ deriva da palavra italiana macarone, que significa ‘massa delicada’. Todo o segredo do macaron está, de fato, nessa massa descrita como molasse, ‘macia’.” A versão recheada, hoje celebrada mundialmente, só ganharia notoriedade no início do século 20, quando o doce passou a ser montado por dois discos unidos por um recheio, formato que ajudou a eternizá-lo.
 

Feito a partir de ingredientes relativamente simples, como farinha de amêndoas, claras e açúcar, o macaron desafia justamente pela execução. A preparação exige domínio técnico, precisão e sensibilidade em todas as etapas: da macaronage (processo que consiste na mistura do merengue com os ingredientes secos para retirar o excesso de ar) ao descanso da massa e do cozimento ao acabamento final. Seu equilíbrio entre a casquinha delicadamente crocante por fora, o interior macio e o recheio equilibrado por dentro ajuda a explicar o porquê o doce segue despertando fascínio em vitrines, celebrações e menus especiais ao redor do mundo.
 

Esse grau de sofisticação mostra que o macaron não se destaca apenas pelo consumo, mas também no ensino gastronômico. No Brasil, a popularidade do macaron cresceu de forma significativa e esse interesse também se reflete na busca por formação especializada, especialmente nas técnicas da confeitaria francesa.
 

É nesse contexto que um dos cursos mais procurados do Le Cordon Bleu Brasil, unidade São Paulo, é o Short Course de Macaron. O curso oferece uma imersão demonstrativa e prática, permitindo que participantes desenvolvam habilidades essenciais para executar macarons com perfeição, desde a massa ao acabamento e recheios. A proposta é aproximar alunos, profissionais e entusiastas dos fundamentos e das exigências técnicas envolvidas na produção do doce.
 

Para além de uma efeméride gastronômica, o Dia do Macaron lança luz sobre um ícone da confeitaria que reúne história, sofisticação e solidariedade, atributos que o mantêm em evidência tanto no consumo quanto no ensino da confeitaria.

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