Hoje é o Dia Internacional da Felicidade, e me pego mergulhado na pergunta: afinal, do que é feito esse sentimento?
Descobri que a felicidade não mora em lugares badalados ou fotos bem editadas. Ela mora no nó que aperta o peito ao lembrar de quem partiu cedo demais, como a querida Rita Minami e a voz sertaneja de Néia MPB que agora canta em outras dimensões. Partiram para o plano espiritual antes do último "até logo", mas deixaram o eco de suas alegrias em nós.
A felicidade transborda as telas frias do celular. Ela vibra no que aprendi com você, minha amiga Gislene Teixeira, e na sabedoria que floresceu além dos bancos escolares com Vera Mattos e Roberto Araújo. É aprender com os sábios Luiz Picazio, coronel PMESP Sérgio Marques, coronel PMESP Antonio Ferraz e dr. José Rubens Naime. É olhar as estrelas com outros olhares, Virginia Gaia. É aprender a respeitar os pais e mães de santo, que continuam amigos, além das telas e dos terreiros, Nicete Marques, Edson Santos e Gilberto Bacaro. É aguentar mais de quatro décadas de amizade, não é, Bernadete Damante?
A Alegria do Reencontro
É olhar para o lado e ver minha base, minha família — companheiros incansáveis de pautas e de vida: Valter Vieira e Valter Vieira Jr. Sem vocês, a jornada seria apenas caminhar; com vocês, é evolução.
O Tesouro das Memórias
Felicidade é a nostalgia boa de rever o mundo pelas lentes de Paulo César e Fernandes Pereira. É revisitar os "tempos de ouro" e sentir o abraço invisível de Joanna Prado, Marli Romão e Alida.
E, no silêncio da casa, a felicidade tem pelos, ronronares e preguiça. São meus cinco gatos — grandes, gordos, idosos — que hoje só pedem o conforto de um prato cheio e um sono tranquilo. Eles me ensinam a essência de tudo.
O que eu preciso para ser feliz? Absolutamente nada além disso: a coragem de sentir saudades, o privilégio de ter amigos que são família e a paz de simplesmente viver plenamente.


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