A montagem apropria-se de gestos clássicos do horror e deformações corporais para colocar a figura da donzela e do carrasco em um mesmo corpo. Além disso, a grade conta com um bate-papo especial no dia 16 de outubro. O encontro reúne a crítica Beatriz Saldanha e a pesquisadora Christine Greiner.
Perseguições, assassinatos, decapitações e muito sangue compõem o universo da montagem. Há alguns anos, uma mulher é atormentada por sonhos horríveis envolvendo macabras cenas de violência. Em cena, o público testemunha sua tentativa cruel e cômica de elaborar corporalmente essas experiências aterradoras.
Para isso, a protagonista faz uso de imagens e teorias do horror cinematográfico. Ela se apropria de gestos e expressões de cenas clássicas do gênero, cita trechos de livros e incorpora vozes alheias. Assim, transita entre a figura do monstro e das personagens femininas representadas nos filmes.
Possuída e desconjuntada por esses signos, a personagem busca obsessivamente um novo corpo e uma nova voz. A obra integra a Mostra Monstra de Cinema no Sesc Pompeia, que percorre diferentes momentos da história do gênero a partir de suas figuras femininas.
O bate-papo do dia 16 de outubro acontece logo após a sessão das 19h30, com mediação de Sofia Maruci. A conversa aproxima teatro, dança e cinema em uma reflexão interdisciplinar sobre o horror como linguagem na criação contemporânea.
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