Prepare-se para dar boas gargalhadas e sem culpa. Não espere o politicamente correto porque você não verá isto no Todo Mundo em Pânico. Passados 26 anos, após os eventos do filme original, quando o quarteto formado por Shorty (Marlon Wayans), Ray (Shawn Wayans), Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall) conseguiu escapar de um assassino mascarado já bastante conhecido do público. Agora, décadas depois, eles voltam a ser perseguidos pelo mesmo vilão, que continua disposto a atormentar o grupo — sempre com
muitas piadas, referências e situações absurdas pelo caminho. Para completar, os filhos de Cindy e Brenda também acabam envolvidos nessa nova confusão.
O novo filme marca o retorno dos irmãos Wayans à franquia após anos afastados por divergências salariais. Assisti todos os filmes da série, mas, os dois primeiros, justamente os que contavam com a participação deles, o novo filme foi uma continuação natural daquele humor característico que ajudou a transformar a franquia em um fenômeno dos anos 2000.
O grande destaque continua sendo a paródia dos filmes de terror. As referências a Pânico, Halloween e Corra! rendem alguns dos melhores momentos da produção. Na verdade, praticamente todo grande terror lançado nos últimos anos acaba virando alvo das brincadeiras do roteiro. Nem todas as piadas acertam em cheio — a sequência inspirada no trailer de Michael se estende além do necessário — mas a sacada final compensa a espera. Já a paródia envolvendo Bailarina arranca algumas das melhores risadas do filme.
Prepare-se para dar boas gargalhadas em vários momentos — daqueles risos acompanhados de um verdadeiro prazer sem culpa.
Afinal, Todo Mundo em Pânico abraça sem pudor o humor absurdo, exagerado e completamente sem noção que sempre definiu a franquia. No fim das contas, o filme entrega exatamente o que promete: é tão escrachado, nonsense e deliciosamente idiota quanto os fãs poderiam esperar. E, sinceramente, talvez seja justamente esse o seu maior mérito.



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