Prepare o coração e a memória: a Avenida Paulista está prestes a se tornar o palco de um dos encontros mais viscerais do teatro brasileiro em 2026. Estreia no dia 28 de março, no Teatro do SESI, o musical "Minha Estrela Dalva", uma obra que funde biografia, delírio poético e uma homenagem necessária a uma das maiores vozes do país.
Escrito e estrelado pelo ícone Renato Borghi, o espetáculo não é apenas uma peça; é o "acerto de contas" de um fã que se tornou amigo e "filho artístico" de sua musa.
Uma Diva, Dois Renatos e um Encontro Impossível
A trama nos transporta para um "delírio documentado". Imagine Borghi invadindo o camarim de Dalva para propor algo revolucionário: que a Rainha da Voz cantasse a crueza política de Bertolt Brecht.
No palco, a dinâmica ganha camadas geracionais:
Soraya Ravenle: Encarna Dalva com uma potência que vai além da imitação. Ela evoca a mulher que transformou o sofrimento em beleza e desafiou os moralismos de sua época.
Renato Borghi: Interpreta a si mesmo, revisitando a paixão que começou aos seis anos de idade ao ouvir a voz de Dalva como a Branca de Neve da Disney.
Elcio Nogueira Seixas: Vive o Borghi jovem de 1969, o ator da contracultura fascinado pelo rádio, além de assinar a direção.
Ivan Vellame: Dá voz aos amores e conflitos de Dalva, personificando figuras como Herivelto Martins.
"Eu não tenho dono": O Lado Político da Estrela
Muito antes das discussões contemporâneas sobre empoderamento, Dalva de Oliveira já dizia: "Eu não tenho dono". O espetáculo mergulha na resiliência de uma mulher que foi alvo de linchamento público, difamada por ex-maridos e julgada pela mídia, mas que respondeu a cada golpe com um clássico da música.
"Dalva enfrentou o machismo sem vocabulário feminista, sem rede de apoio... com nada além da voz e de uma teimosia feroz de não se deixar apagar."
O ápice dessa força surge quando Dalva canta "Jenny dos Piratas", unindo a emoção visceral do samba-canção ao teatro épico de Brecht. É o momento em que a "mulher humilhada" se torna a única de pé diante das ruínas.
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O teatro de qualidade e a história da nossa música estão ao alcance de todos. Confira os detalhes para não perder:
| Informação | Detalhes |
| Estreia | 28 de março de 2026 |
| Local | Teatro do SESI (Av. Paulista, 1313) |
| Horários | Quinta a domingo |
| Entrada | Franca (Ingressos limitados) |
| Onde reservar |
Ficha Técnica de Peso: A direção é assinada pela dupla Elias Andreato e Elcio Nogueira Seixas, com direção musical de William Guedes. Um time de gigantes para honrar a memória de quem ensinou o Brasil a cantar a dor "de peito aberto".
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